domingo, 27 de novembro de 2011

É NATAL...

HORÁRIO DE VERÃO


De 16 de outubro de 2011 a 26 de fev. de 2012. Primavera e o domingo, aniversário da irmã menor, foram bastante chuvosos. Apesar do novo horário que atrapalhou e confundiu a vida de muita gente, a chuva trouxe uma nova e repentina poesia ao que antes estava ressequido e quase sem vida.
A Bahia também foi incluída, pela primeira vez, no horário que deixa as noites curtas e os dias bem longos.

Tereza acordou bem cedo para a vida neste domingo e decidida a mudar o rumo de sua vida. Afro descendente, embora de família simples, já tinha concluído um curso de Nutrição na Unicamp, com a ajuda de custo do governo e de um padrinho, funcionário da Prefeitura de São Paulo, viúvo e aposentado.
Ela já sabia dos quitutes saborosos que sua avó preparava e vendia na Baixa do Sapateiro, em Salvador e quando criança ficava ali, por perto, vendo as alegres e hospitaleiras baianas, com seus coloridos trajes típicos e sorrisos alvos recebendo os turistas.
Sabia da tradição mantida pelos seus ancestrais de longa data. Desde que pisaram a Roma Negra, vindos de Angola, na África. Dadá, sua tia, já é famosa com seu restaurante típico com filiais em SP, no Rio e em Brasília, onde serve pratos típicos nos banquetes oficias do Itamarati e em várias embaixadas. E recebe sonoros elogios.

Dadá começou vendendo vatapá, acarajé, caruru e outras iguarias em feiras na capital baiana. No Mercado Modelo eram seus fregueses, entre outros, o escritor Jorge Amado e sua mulher, a escritora Zélia Gattai. A fama da família cozinheira já percorre os quatro cantos do Brasil e do mundo.

Tereza sonha em percorrer o mesmo caminho de sua avó, de sua mãe e de outras mulheres da família, preparando pratos típicos “de se comer rezando”, usando uma frase de efeito muito em voga hoje. Tem planos de renovar as receitas culinárias antigas da família, com o que aprendeu no curso na Unicamp. Ela já sabe fazer uma moqueca de siri mole que deixou babando os mestres e colegas da faculdade. Mas quer voar bem mais alto ainda: montar em Londres e Paris, um restaurante típico baiano – AS BAIANAS -.

Por isso, neste domingo, ela arrumou suas malas e mudou-se de vez, para São José dos Campos, no Vale do Paraíba, onde tinha pesquisado o mercado de trabalho e conhecia, de perto, o grande desenvolvimento da região. Tinha nas mãos uma grande relíquia jornalística deixada por outra tia – a revista Realidade – Editora Abril, de meados dos anos 60, onde uma reportagem especial já falava da futura e primeira Megalópoles brasileira unindo pelo Vale do Paraíba, a SanRio – São Paulo e Rio num grande corredor de desenvolvimento global.


Várias fábricas, empresas, hotéis, resorts, escolas técnicas, faculdades e shoppings estão abrindo vagas e dando oportunidade de trabalho para muita gente talentosa, disposta a vencer na vida e nas profissões que abraçaram. Uma amiga sua, de Jacareí, estava entusiasmada com o crescimento da região, que inclui ainda o Litoral Norte, por causa da implantação de obras do Pré Sal, da Petrobrás e do crescimento do porto de São Sebastião. O enorme Serramar Caraguá Shopping abriu suas portas dias atrás. O “boom” imobiliário comprova isto: muita gente vindo morar e trabalhar na região, começando uma vida nova.

Com o diploma de nutricionista debaixo do braço e algumas referências já estava praticamente empregada num grande hotel que se especializara em atender a clientela formada por comerciantes, empresários, engenheiros e técnicos de várias firmas que estão se instalando em Jacareí, São José dos Campos e Taubaté. Cheia de entusiasmo passou em frente ao novo Hipermercado Wal-Mart, de Jacareí, uma rede americana mundial, que, sem dúvida, é o maior exemplo desse grande desenvolvimento ao longo da Via Dutra, entre as duas maiores capitais do país: São Paulo e Rio.

Tereza ficou com sua auto-estima e autoconfiança nas alturas, ao ver nesta semana, a homenagem feita no Dia Nacional da Consciência Negra, em várias firmas, escolas e nos meios de comunicação de massa do país e da região. Sentiu bem perto a presença espiritual de seus ancestrais e de um vibrante batuque no coração. Com um sorriso enorme estampado no belo rosto e lágrimas de alegria de uma pessoa vitoriosa, gritou bem alto prá todo mundo ouvir:

AQUI É MESMO O MEU LUGAR... VOU MOSTRAR PARA ESTA GENTE O QUE É QUE ESTA BAIANA TEM!...O SABOR E A ALMA DA BAHIA NOS PRATOS QUE VOU PREPARAR!.. PARA NUNCA MAIS NINGUÉM ESQUECER!...

CENAS E DIÁLOGOS PARA PROVÁVEIS NOVELAS DE TV –


Cenário: a Estação da Luz, nos anos 20, SP. A personagem, Mariana, de vinte e poucos anos, vai se despedindo do namorado engenheiro Júlio, 32, que parte para uma nova missão: a construção de mais uma etapa da Ferrovia Paulista, rumo ao Oeste, Mato Grosso e, provavelmente, até a Bolívia. O trem dá partida, em direção ao interior do Estado lentamente. A namorada caminha pela plataforma seguindo, com o olhar, o namorado, na escada do vagão de passageiros, que já não sabe mais o que faz, lutando com suas emoções divididas, se fica ou parte.

Lágrimas vêm aos olhos de ambos junto com juras de amor – eu voltarei meu amor, juro e seremos felizes, você vai ver. Agora o trem já está mais rápido. A personagem também acelera os passos, sempre encarando o olhar do também apaixonado namorado, ambos tentando parar o tempo, não aceitando mais as separações que já sofreram, por conta do preconceito social: ela, de família humilde, descendente de italianos e ele, de família tradicional, tipo quatrocentona. Ela da Mooca e ele, da Avenida Paulista, morador em uma mansão.

É quando, de repente o namorado a puxa para dentro do vagão e o trem agora segue velozmente deixando a estação para trás,a metrópole que cresce, deixando tudo que sofreram. Abraçados, segurando arriscadamente o corrimão da escada, segue longo beijo. “Veja o que você fez meu amor!”, diz a namorada, com o coração disparado. O namorado, “eu sei, meu amor, mas nada mais há de nos separar Seja o que Deus Quiser”... O trem some na curva, levando para sempre e para bem longe o casal, dando um longo apito. Vida nova, nova vida!...Um grande amor a ser vivido... Música ao longe...

O CASARÃO


Guarda uma história aquele casarão caindo aos pedaços...

Naquele bairro de classe média baixa, os moradores quase nunca olhavam com mais curiosidade, aquele casarão de tijolinhos marrons, tipo chalé suíço, com seis portas, seis sacadas com janelas brancas, um grande mirante e até um sótão onde pombos e pombas faziam seu ninho de amor.

Algumas pessoas diziam que ele estava ficando mal assombrado, pois juravam ter visto nas noites de lua cheia, o vulto branco de sua antiga dona, que ali vivera sozinha, escondida das maldades do mundo e da inveja de todos. Heléne era holandesa, mas morou muitos anos na França, antes de Paris ser ocupada pelos alemães nazistas. Integrava o elenco do famoso show internacional do Holliday On Ice, entre 1937 e 1942

Depois de uma apresentação em Cannes, no sul da França, conseguiu fugir, de barco, pelo Mediterrâneo, para Portugal, escondida, com parte do elenco e várias outras pessoas, ajudadas, em Lisboa, pelo embaixador brasileiro e depois Senador Dantas, para chegar ao Brasil. Foi uma fuga desesperada e cheia de riscos, com passaportes falsificados, envolvendo membros da Resistência francesa, que ajudavam na fuga e desconfiados colaboracionistas do regime de Hitler.


No alto da grande lareira, só acessa no inverno e mesmo assim nos dias mais frios, no enorme salão agora vazio, coberto de pó e teias de aranha, ficavam os retratos da sua juventude atestando sua grande beleza nórdica e fina educação em Colégio na Suíça. No Brasil, em Manaus, conheceu, namorou e se casou com Abel, um engenheiro civil de Rondônia, que tinha trabalhado, com americanos, na Fordlândia.

A cidadela, que explorava a borracha, já estava entrando em decadência, mas ainda rendia lucros para a família de Henry Ford, idealizador do empreendimento em plena Amazônia, no começo do século XX, quando Manaus passou a ser conhecida como “A Paris dos Trópicos”. A ferrovia Madeira – Mamoré, também já se despedia de sua época de glórias e boa parte dela ficou abandonada.

Durante as madrugadas que anunciava tempestade, a ventania também parecia sussurrar o nome de Heléne pelas laterais do imponente prédio que levou vários anos a ser construído, pelo casal, com muito empenho, dedicação e amor na pequena vila de São Bento do Sapucaí, entre l949 e 1952. O casarão tinha privilegiada vista para a Pedra do Baú, em Campos do Jordão. Pelos arredores da cidade o casal fazia longas caminhadas, sob o sol de inverno. Prática salutar continuada, anos depois, pelos quatro filhos: Henry, Abelardo, Helena e Hebe. Anos da mais intensa felicidade. Uma família brasileira verdadeira.

Os pais de Heléne conseguiram chegar aos Estados Unidos e, depois de alguns anos, ao Brasil, vivendo no casarão por vários anos e, mais tarde, no Sul, em Joinville. Não tiveram, porém, a mesma sorte, seus avós, vítimas do Nazismo, nos campos de concentração. O mesmo acontecendo com vários parentes dela que moravam na Iugoslávia.
O casarão, tão mal compreendido pelos moradores, “praquê essa imponência toda!”, diziam os invejosos, tinha histórias e mistérios. Mesmo se dedicando à filantropia, na pequena cidade, ajudando asilos e albergues. Heléne começou a se sentir muito só, surpreendida que foi, pela traição do marido que a trocou, assim sem mais nem menos, por uma ambiciosa jovem atriz carioca das chanchadas da Cinedistri, vinte anos mais nova que ela, numa de suas viagens ao Rio, a negócios. A partir de tristes acontecimentos, como este, o casarão começou a definhar, morrendo aos poucos...

Algumas pessoas que a conheceram atestam sua lealdade e ética, pois as ruas de dois grandes bairros da cidade receberam, por sugestão dela, junto à Câmara de Vereadores, nomes de países europeus e de estados brasileiros e norte americanos. Era a forma que Heléne encontrou para homenagear suas origens européias, a América e o Brasil que a acolhera e a seus pais.

Nunca de conformou com a traição do ex- marido que, anos mais tarde morreria de câncer da próstata. Sua solidão ficou mais agravada ainda com a morte de sua filha Hebe, num grave acidente de carro em São Paulo. Uma de suas netas ficou paraplégica.

Só e desamparada, com a idade já meio avançada, Heléne, balbuciando palavras em português, holandês e francês e incapaz de entender a origem daquela inveja de pessoas que ela realmente estimava ou simplesmente gostava por uma questão de civilidade, fechou para sempre aquele casarão, guardando a sete chaves, a sua memória e começou a vagar pelas ruas da cidade. “Lá vai a louca do casarão!”, comentavam, sem piedade, as pessoas.

Uma madrugada, portas e janelas do casarão abandonado, misteriosamente se abriram, com uma estranha ventania que assustou os moradores das ruas próximas. “Credo!” diziam os supersticiosos, mais alarmados, no escuro de suas casas, olhando pelas frestas.

Todas as luzes estavam acesas e, no salão principal, parecia estar acontecendo um grande baile, com uma valsa sobrenatural, jamais ouvida pelas pessoas. Muita alegria circulava no interior do prédio. Vozes e tilintar de taças. E, no alto, o que parecia ser uma grande pista de patinação no gelo, onde uma fantástica Heléne exibia airosamente todo seu talento de dançarina.

No dia seguinte e por semanas a fio foi grande o comentário no bairro. “O que teria acontecido naquela estranha noite, no velho casarão abandonado?!...”

Heléne nunca mais foi vista...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

" APELIDOS '.


No romance “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Jorge Amado,(e depois filme de Bruno Barreto), numa cena hilária de seresta onde Vadinho e um grupo de músicos tocam e cantam “Noite alta céu risonho, aqui tudo é quase um sonho...”, para pedir perdão a Dona Flor, aparece o personagem Cazuza Funil e um dos palavrões mais sonoros já ouvidos na tela grande, num filme genuinamente brasileiro

– “Meu nome é Epaminondas Cardoso de Moraes, Cazuza Funil é PQP!”

O personagem porreta, no livro de JA, tinha este apelido por viver bêbado pelas ruas de Salvador. A história se passa no ano de 1943, após a morte de Vadinho ( José Wilker), que era casado com Flor ( Sonia Braga).

Existem vários apelidos por aí que deveriam ser relembrados, por suas histórias. Exemplos: Margô Bola de Cristal,(vidente) Generosa ou Jeanne Rose, (porque não gostava de ser chamada de generosa e virar motivo de risadas entre os rapazes ),Bedé Garcia,Bacurau, Zé Cupido, Zé Calipiá,Zé da Véia, Seu Princípio, Professor Claro Que,Maria Pelé,Baiano,Zé Porva e Zé Porvinha (trabalhavam numa fábrica de fogos e numa explosão, o mais velho perdeu a mão), Mineiro,Dito Cipó, Dito Leiteiro, Zé Bebeu, (Era Zebedeu, mas como exagerava na caninha e ficava falando abobrinhas ficou conhecido assim), Zé do ET(Jura que viu e conversou com um deles, em Varginha).

E também apelidos como: João Três x oito (apelido gay),Bil, Zap, Maria Pé de Ferro, Geraldo Bandecu, Moacir Quiquifoá, Fernandona, Jair Bomba, Zé Cadela, Marilda Black Is Beautifull,( se amarra em negão) Paulo da Lambreta, Joana das Cocadas,Tica, Dita Saravá, Berruga,Deixa que eu chuto (manco),Macuco, Gaguinho,Zé Buscapé,Maria Batalhão,Maria Pelé, Rosa Boca Doce,Lola,Sorriso Vazio (banguela),Pau de Virar Tripa ( magrelo), Doca, etc.

MEU QUINTAL;MEU MUNDO


Todos deveriam ler e meditar sobre o pequeno livro MEU QUINTAL, (textos e desenhos) de Edna Cassal, Cissa Regina e Luciane Recieri, resultado de um projeto poético e exposição educacional que focaliza o Viveiro Municipal de Jacareí.

Ganhei um exemplar autografado. Estou sempre lendo e admirando o colorido, “com um olhar atento ao verde que ainda temos”, como alertam as autoras. Sintam – “Entre bambu que entrelaça e me abraça, florefesta não me sinto tão só, viver e sentir feito árvores, virar a vida do fundo do chão...” E por aí vai...

UMA VERDADE QUE DEVE SER GRITADA AOS QUATRO VENTOS: “Todos nós podemos através da arte modificar atitudes e transformar nossos caminhos, idéias e vivências”

Parabéns, meninas!

"AUDÁCIA!"


O Educa Mais Centro, em Jacareí –SP- ficou lotado na noite deste domingo, 30 de outubro, quando, o show “As Eternas Cantoras do Rádio, In Performance”, foi apresentado ao público.

Com apoio da Fundação Cultural de Jacarehy, na presidência de Sônia Ferraz, um grupo de artistas transformistas da cidade, relembrou os tempos da Rádio no Brasil, interpretando: Carmem Miranda, Nora Ney, Marlene, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira,Violeta Cavalcanti,Zezé Gonzaga, Rosita Gonzales Carmélia Alves, Izaurinha Garcia, Elizeth Cardoso e Ângela Maria que lotavam os auditórios das rádios nos anos 30, 40 e 50. Época de Ouro.

O impecável e glamuroso show trouxe ao palco os transformistas: Keylla Abdalla, Jamile Scheneider,Sarah Pfeifer, Melissa Phill, Priscila Lamer e Jenifer Brazil. Com belíssimas performances e detalhes em todo visual da época, foram muito aplaudidos e fotografados.

O show foi apresentado de maneira elegante por Silvia Daher

A intenção agora é percorrer outras cidades do Vale do Paraíba e Sul de Minas. Já há convites: de Taubaté e Guará.
A FCJ quer que eles interpretem também músicas do compositor jacareiense José Maria de Abreu num próximo show.

A MENSAGEM escrita no folheto do show por Cau Ramos, diretor artístico do evento, acentua que “Todo ser humano sonha em um dia alcançar o sucesso. Todos se iludem pensando que ele chega acidentalmente. Porém, para galgar os degraus da fama é necessário muito esforço e dedicação”.

Valeu!!! Parabéns!!! Pela grande noite e imensa nostalgia.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PEPITA,UMA CADELA AMARELA DE BEM COM A VIDA OU QUASE...




Foi que foi. Louca por uma rua, levada, à noitinha do dia 12 de outubro,feriado duplo, numa pequena corrente para tomar conta da casa de sua nova dona, a jovem babá Arlete, mulher do mecânico Anderson. Nem tive quase tempo de me despedir dela, tão serelepe que estava, vacinada, alimentada e de banho tomado com shampu anti tudo, limpinha de dar gosto.
Vou sentir saudades por um tempo, depois a gente se acostuma. Afinal a sua nova casa tem um amplo quintal de terra em declive que termina no fundo de uma estrada bonita, cheia de árvores, a do Porto de areia. Um lugar cheio de verde, como o meu.
De cujo portão ela apreciava ao vaivém de pessoas, cães e gatos. Quem sentiu falta foram seus dois filhos, Neguinha e Branquelo( por ser albino). Muito brincalhão. Alguns apelidaram de Maradona ou Fantasma da Ópera. Comilão feito num sei o quê, mastiga tudo que é pano e depois defeca. Deve ser algum problema de intestino, mas não tem vermes, como era de se supor. Mastigou e comeu quase todo o seu ninho feito de retalhos coloridos.
Devem, também se acostumar com a falta dela, como eu. Ah! Carinhosa Pepita, meu coração partido está com você, pode crer. Apesar de me dar trabalho desde que nasceu há quase seis anos, me alegrou muito a vida. Era um quase nada de esforço te dar comida e água e limpar seu cocô todo santo dia. Companheira, dormia como os outros, bem debaixo da janela do meu quarto, numa extensão da varanda. Latia muito quando aparecia alguém ou bicho no portão e no quintal. Foi assim no dia em que vários e inusitados balões promocionais de uma festa apareceram no céu da cidade e do bairro. Aliás todos os meus 4 cães ficaram enlouquecidos,latindo forte e correndo de um lado para outro, supostamente para se proteger de uma ameaça ou de algo que eles nunca tinham visto e que poderiam invadir o meu e o espaço delas.


Quem deu muito trabalho nos últimos dias foi o Rambinho de 12 anos, focinho e patas já brancos pelos anos, feito um preto velho. Chamei Isabel e seu marido Francisco, (táxi-dog) e o levei ao dr.Fábio veterinário, que diagnosticou um tumor na garganta. Acho que benigno. Depois de 2 injeções de Benzetacil aprumou e já está quase bom. Uma bola de pus estourou, molhando seu ninho. Limpei tudo, com creolina, água sanitária e álcool e estou passando metiolato na enorme ferida aberta bem abaixo do pescoço. Mistura de Waimaraner e vira lata (SRD), Rambinho ,meio resmungão,vem resistindo bravamente como um macho emperdenido. Já está comendo a sua ração e bebendo leitinho e água. Estes estão sendo os dias da minha vida em que mais estou pedindo muita misericórdia e compaixão a Deus, para que ele supere a doença e viva mais, meio indiferente que sou com relação ao divino, tentando resolver tudo de forma mais ou menos prática para não dar trabalho a ninguém. Refleti que tanto os humanos como os animais sentem as mesmas dores. Somos, ao mesmo tempo, tudo e nada nesta vida. E que dependemos uns dos outros nesta longa estrada. A ficha está caindo. As lições que temos que aprender vem sempre do Alto.Egoístas que somos, muitas vezes esquecemos. E profundamente temos que agradecer. Diariamente. Com meditações e preces. É assim.

domingo, 23 de outubro de 2011

CINEMA ITALIANO-O NEOREALISMO E SUA IMPORTÂNCIA CULTURAL.



O Neorrealismo italiano foi um movimento cultural surgido na Itália ao final da segunda guerra mundial, cujas maiores expressões ocorreram no cinema. Seus maiores expoentes foram Roberto Rosselini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti, todos fortemente influenciados pelos filmes da escola do realismo poético francês.

O cinema neorrealista italiano caracterizou-se pelo uso de elementos da realidade numa peça de ficção, aproximando-se até certo ponto, em algumas cenas, das características do filme documentário. Ao contrário do cinema tradicional de ficção, o neo-realismo buscou representar a realidade social e econômica de uma época.

Índice
1 Origem
2 Características
2.1 Neo-realismo como contraponto à estética fascista
3 Principais autores e obras
4 Ramificação e decadência
5 Ver também
6 Ligações externas
7 Quiz

[editar] OrigemO marco inicial do movimento é o lançamento do filme de Rossellini, Roma, città aperta (1944-1945), rodado logo após a libertação de Roma, nitidamente influenciado pelo realismo poético francês. A "paternidade do termo" é de dúbia possibilidade: a primeira diz que seria de Umberto Barbaro quando chamou de "neorrealístico" o filme Ossessione , do qual havia sido montador; e a outra possibilidade atribui o termo a Mario Serandrei, quando este usou o termo em uma resenha do filme Quai des Brumes.

Apesar de Roma... ter marcado o início do movimento, o primeiro filme daqueles dias é o documentário Giorni di Gloria, de Giuseppe de Santis, Marcello Pagliero, Mario Serandrei e Luchino Visconti), que traz cenas reais alternadas com cenas reconstituídas da ocupação nazi-fascista. Porém o filme foi exibido depois de Roma....

[editar] CaracterísticasO Neorrealismo italiano, por características comuns entre as obras e por uma ideologia difundida entre seus realizadores, tanto estética quanto política, constitui um "estilo de época" do Cinema. Teve lugar e tempo na Itália do final da Segunda Grande Guerra, em processo de "libertação" do regime fascista, como veículo estético-ideológico da resistência. Hasteava a bandeira da representação objetiva da realidade social como forma de comprometimento político. Seu período mais produtivo e significativo ocorreu entre 1945 e 1948.

Seus temas protagonizados por pessoas da classe operária imersas em um ambiente injusto e fatalista, sempre encontrando a frustração na eterna busca por melhores condições de vida, foram trazidos por influência do realismo poético francês.

Apesar de haver um certo consenso quanto às suas características, não existe uma delimitação exata quanto ao período de duração do movimento. Seguindo o paradigma observado na maior parte dos estilos estéticos da História da Arte e do Cinema, o nascimento dessa corrente aconteceu gradualmente, levando algum tempo até que se observasse o aparecimento de um filme genuinamente neo-realista. E, da mesma forma, sofreu uma decadência paulatina, sem um ponto delimitado de começo ou fim.

[editar] Neo-realismo como contraponto à estética fascistaArtigo pricipal: Estética totalitária
Certamente, no entanto, não seria possível falar de Neorrealismo na Itália antes da decadência do regime fascista, que vigorou de 1922 a 1945. Esta, porém, não se limitava apenas a transformações de aspecto político, mas tinha também um projeto estético abrangente e definido. O Fascismo, muito além de puro fenômeno político, trazia consigo uma ideologia estética profundamente fincada em seus valores morais e sociais — e esta era, aliás, uma característica comum às manifestações de ideologias totalitárias.

Entre as várias propriedades dessa ideologia estética, estava a representação da sociedade por meio de uma ótica moralista/positivista, muito mais adequada à legitimação do regime do que à realidade das massas. Conseqüência direta dessa visão de mundo foi a produção em larga escala (estimulada e apreciada pelo governo) de filmes melodramáticos, épicos, romanceados, construindo na tela uma representação um tanto distante da vida cotidiana da sociedade italiana.

Um dos objetivos da geração neo-realista, posteriormente, seria a maior aproximação daquilo que acreditava ser a realidade do povo, para contrapor a essa "falsa imagem" da sociedade; os neo-realistas queriam apresentá-la, e não representá-la.

O que essa vanguarda pretende colocar na tela é um registro da vida das pessoas, no momento atual, contemporâneo à produção. Não interessava mais falar de tempos passados ou das tragédias folhetinescas. O cineasta neo-realista filmará a favela, a vila de pescadores, as ruas cheias de gente nos centros das cidades. A preocupação é com o "hic et nunc", num dos momentos mais críticos da História da Itália, e os jovens diretores acreditam no cinema como forma de expor os problemas — para que sejam resolvidos.

Esse comprometimento com o "retrato da verdade" faz com que a geração que desponta a partir da invasão aliada, em 1944/45 seja identificada como um movimento que os críticos Pietrangeli e Barbaro apelidam de Verismo (do it. vero, verdadeiro). O Neo-Realismo é percebido e nomeado enquanto os filmes estão sendo feitos, ou seja, o estilo é identificado no mesmo momento de sua produção artística, e não posteriormente. No mínimo, isso significa que a Itália notou que algo de diferente estava sendo feito.

[editar] Principais autores e obrasLuchino Visconti, com seu filme "Ossessione", de 1942, lançou a primeira pá na construção desse movimento. Adaptando o romance "The Postman Always Rings Twice" ("O Carteiro sempre toca duas vezes"), do norte-americano James Cain, o diretor conseguiu retratar um país de contrastes, que destoava da representação estilizada então dominante. Isso chocou os censores que, mesmo tendo aprovado anteriormente o roteiro, engavetaram a produção, até que o próprio Duce o tivesse visto — e apreciado!

Roberto Rossellini, ainda durante a guerra — e, mais especificamente, no próprio campo de batalha — filma "Roma, Città Aperta" (1945), inserindo registros de combates verdadeiros junto à dramatização. Rodado clandestinamente, como a própria resistência dos Partisans, o filme situa-se num limiar entre encenação e documento histórico. E, ainda, peça de propaganda contra o regime agonizante. No ano seguinte, realiza "Paisà", cujos 6 episódios acompanham o trajeto dos "libertadores", do sul para o norte, retratando a convivência entre italianos e aliados estrangeiros (com pessoas atuando nos papéis delas mesmas), com seus conflitos e choques inevitáveis.

Em "Germania, Anno Zero" (1947), Rosselini visita a outra nação derrotada (e destroçada), a Alemanha, para mostrar uma realidade muito semelhante à da Itália. Submetidos novamente a uma ocupação, a restrições e a toda sorte de privações, os alemães violam os valores éticos mais primários por causa da fome, e Rossellini espelha neles a própria crise italiana. Além desses, a "base teórica" do movimento deveu muito ainda a Cesare Zavattini, que adaptou e roteirizou vários dos filmes ("I Bambini Ci Guardano", 1944) ("Sciuscià", 1946) (Umberto D., 1952) e ao produtor/diretor Giuseppe Amato, que saiu da produção ativa do período fascista para patrocinar as experiências ousadas da geração Neo-Realista.

Mas é com Vittorio De Sica que o Neo-Realismo produz uma das obras mais expressivas e emblemáticas de sua estética. O filme Ladri di biciclette (1948) contém os principais elementos do filme Neo-Realista: a temática dos problemas sociais, a criança, os atores iniciantes ou desconhecidos, a ambientação in loco, a ausência de apelos técnicos ou dramatúrgicos e ao mesmo tempo um intenso conflito na trama (também escrita por Zavattini). Pela história do homem recém-empregado que tem seu instrumento de trabalho — a bicicleta — roubado, e assim ameaçado de perder o emprego, De Sica emoldura um quadro da classe trabalhadora urbana de então, assombrada pelo desemprego.

[editar] Ramificação e decadênciaO mesmo ano de 1948 vê o aparecimento de vertentes distintas do mesmo movimento, que de certo modo significam estágios paralelos de desenvolvimento.

Em "La Terra Trema" (1948, de Visconti (Francesco Rosi e Franco Zeffirelli são os assistentes de direção), pescadores da Sicília interpretam eles próprios, num filme rodado de maneira semi-documental e crua - mais, talvez, do que "Ladri di Biciclette". Mas o apelativo "Riso Amaro", de Giuseppe DeSantis, constitui-se em outra face do movimento, ainda que se situe dentro da maleável fronteira do "estilo" Neo-Realista. Para muitos críticos, porém, observa-se nesse filme o início do declínio do movimento. A estética engajada comprometida em desnudar as contradições da sociedade acaba por se submeter à "exploração comercial", o que provoca "o começo do fim do movimento que havia trazido ao cinema italiano a vitalidade artística e significação social" (Ephraim Katz).

A chamada geração neo-realista— que ainda teve diretores menos significativos como Pietro Germi, Aldo Vergano, Alberto Lattuada, Luciano Emmer, Renato Castellani e Luigi Zampa — acaba, então, sucumbindo às circunstâncias.

Na década de 1950, o cenário já é outro, o quadro de crise econômica e social parece ter sido amenizado, a televisão ganha cada vez mais espaço como mídia e, para enfrentá-la, os produtores passam a investir no cinema do puro entretenimento escapista. Um pouco mais tarde, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, que tinham participado do Neo-Realismo, afastam-se do Verismo ortodoxo e vão apelar à farsa exuberante ou ao drama existencial para redesenhar a Itália e suas novas questões.

[editar] Ver tambémNeo-realismo
[editar] Ligações externasA influência do neo-realismo no cinema brasileiro
O neo-realismo italiano revisitado
[editar] QuizTeste seus conhecimentos sobre neo-realismo italiano
Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Neorrealismo_italiano"
Categorias: Movimentos de cinema | História do cinema

"PANAMERICANO 2011"; GUADALAJARA!!!



Este ano, os Jogos Pan-Americanos acontecerão na cidade de Guadalajara, no México, e contará com a participação de delegações de atletas de 42 países afiliados ao COI – Comitê Olímpico Internacional. Os preparativos dos jogos já estão a todo vapor e a equipe organizadora trabalha com dedicação total para garantir o sucesso do torneio desportivo internacional.
A cerimônia de abertura acontecerá no dia 14 de Outubro e a de encerramento no dia 30 de Outubro. Estima-se que cerca de 6 mil atletas participarão dos Jogos Pan Americanos 2011 disputando em 28 modalidades diferentes.

Entre as novidades para esta edição, estão mudanças nas modalidades. Além dos 26 esportes disputados nos Jogos Olímpicos, foram incluídos no programa de 2011 o rugby, o raquetebol e a pelota basca. O futsal que havia estreado nos Jogos de 2007, foi excluído pela ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana) que completa o programa dos Jogos de acordo com os pedidos da cidade-sede, e das Federações Internacionais Esportivas.
Os ingressos já podem ser adquiridos e estão sendo comercializados em dólar diretamente pelo site oficial do Pan 2011, onde já está disponível a tabela de preços.

No site oficial dos Jogos você encontrará (em inglês ou espanhol) todas as novidades, notícias sobre o andamento e preparação dos locais onde acontecerão as competições, países participantes, além de conferir o quadro de medalhas das competições anteriores.

A transmissão das modalidades do evento no Brasil será feita ao vivo através da Record que além disso disponibilizará informações e detalhes de toda a competição



Leia Mais: http://www.megadicas.com/jogos-pan-americanos-2011-guadalajara-ingressos-datas-vencedores-fotos-e-informacoes/#ixzz1beEdRT2U